O BANCO DE CRÉDITO MÓVEL é uma instituição financeira fundada em 16 de outubro de 1890. O Banco teve sua história interrompida. Primeiro, pela decretação da Liquidação Extrajudicial no ano de 1901 e depois, por conta de uma SIMULAÇÃO de extinção em 1964.
Um ano depois de sua fundação, o Banco veio a adquirir, da Companhia Engenho Central de Jacarepeguá, as terras que pertenceram ao Mosteiro de São Bento, compreendendo aos bairros cariocas da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena.
No ano de 2018, o único acionista da sociedade ainda vivo - HEITOR CASTRO - promoveu a regularização do Banco na JUCERJA. Primeiro, alterando seu status de "extinta" para "em liquidação judicial". Depois, alterando o status de "em liquidação judicial" para "ativa", com a alteração da razão social para BCM - Ativos Imobiliários S.A.
Com a crise da Monarquia e a influência da elite brasileira, no dia 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República do Brasil, com a esperança de modificar o cenário de insatisfação da sociade.
Rui Barbosa assumiu o Ministério da Fazenda e implantou a Lei Bancária de 17 de janeiro de 1890 introduzindo diversas nofvidades na constituição monetária do país, com o objetivo de fomentar a economia na República.
A principal novidade era a permissão de criação de instituições financeiras emissoras de crédito, lastreados em títulos públicos, com a finalidade de estimular a industrialização do páis e fomentar a economia
Foi nesse cenário político econômico que o BANCO DE CRÉDITO MÓVEL foi fundado, conforme publicado na Gazeta de Notícias do dia 05 de outubro de 1890 o chamamento para a Assembleia Geral de Instalação realizada no dia 16 de outubro, reproduzida ao lado.
O Banco de Crédito Móvel nasceu como instituição financeira sob os moldes e fiscalização do SFN - Sistema Financeiro Nacional dos primeiros anos da República.
- LINK da Gazeta de Notícias de 05/10/1890 -
O primeiro ano do Governo Provisório foi o preâmbulo do que ficou conhecido como a República da Espada. Um período marcado por crises sociais e financeiras, controladas pela força militar do governo que assumiu o poder.
No ano seguinte, Rui Barbosa ajudou a confeccionar a primeira Carta Magna da República e nesse mesmo ano ocorreu a primeira eleição presidencial.
Porém, a instabilidade social e política daqueles primeiros anos culminou na renúncia do presidente e na vinda do governo de Floriano Peixoto, que ficou conhecido como o “Marechal de Ferro”.
A política bancária de Rui Barbosa provocou um surto inflacionário, alta desvalorização cambial e uma inevitável recessão que perdurou por anos. O início desse período ficou conhecido como o Encilhamento, com a quebradeira de todo o sistema financeiro e suas inevitáveis consequências sociais.
A política bancária de Rui Barbosa provocou um surto inflacionário, alta desvalorização cambial e uma inevitável recessão que perdurou por anos. O início desse período ficou conhecido como o Encilhamento, com a quebradeira de todo o sistema financeiro e suas inevitáveis consequências sociais.
Durante todo esse período o BCM atuou ativamente junto a sociedade, aplicando seus recursos, incorporando e sendo um farol no mar de incertezas vivido por toda a sociedade. Muitas são as portagens sobre o Banco ao longo dos anos:
No Estado do Rio de Janeiro do Brasil colônia, as terras pertenciam ao rei e eram controladas pela família de Mem de Sá. Dona Vitória Correia de Sá recebeu de seu pai Gonçalo Correia de Sá, como dote de seu casamento com Luis de Céspedes Xeria nomeado governador do Paraguai em 1625, as terras onde se localizava o Engenho do Camorim e suas extensões de terras nas Freguesia de Jacarepaguá e de Guaratiba.
Dona Vitória faleceu no dia 30 de janeiro de 1667, deixando todas suas terras para o Mosteiro de São Bento em seu testamento[12], que foi aberto e mandado cumprir em 27 de agosto de 1667 [13]. O Mosteiro de São Bento controlou os arrendamentos das famílias de lavradores que residiam na terras das fazendas por mais de duzentos anos. Com a publicação da Lei de terras o domínio do Beneditinos se consolidou e, com a proclamação da República, o Mosteiro de São Bento decide vender suas terras para a Companhia Engenho Central de Jacarepaguá. A venda foi supervisionada e aprovada pelo Minsitério da Fazenda, como publicado na Revista de Engenharia da época [14].
A Companhia Engenho Central de Jacarepaguá[15] foi criada no segundo ano da república com o objetivo de concentrar a comercialização dos engenhos de cana de açúcar reduzindo o custo de produção[16]. Com a crise do encilhamento e suas graves consequências financeiras e sociais, a Companhia de Engenho Central de Jacarepaguá não consegue honrar com suas obrigações e acaba vendendo as fazendas adquiridas do Mosteiro de São Bento para o Banco de Crédito Móvel no dia 13 de fevereiro de 1891, fato noticiado pelos jornais da época: O Jornal do Commercio do 31 de maio de 1892[17] e A Republica de 11 de junho de 1892[18].
O Banco de Crédito Móvel manteve os arrendamentos aos lavradores daquela região, que já eram praticados pelo Mosteiro de São Bento há mais de duzentos anos. Fato comprovado na reprodução do recibo, datado de 11 de agosto de 1896, extraído dos anexos do livro entitulado O "Direito do Banco de Crédito Móvel" apresentado na Revista Cível no. 658 do Dr. Eurico Teixeira Leite, do ano de 1934, reprozida na imagem. A história do Banco é narrado também no livro "O Sertão Carioca"[19], de Magalhães Corrêa, do ano de 1936 e "Paisagens do Sertão Carioca: Floresta e Cidade" de Rogério de Olivecira e Annelise Fernandez, do ano de 2020[20].
No Estado do Rio de Janeiro do Brasil colônia, as terras pertenciam ao rei e eram controladas pela família de Mem de Sá. Dona Vitória Correia de Sá recebeu de seu pai Gonçalo Correia de Sá, como dote de seu casamento com Luis de Céspedes Xeria nomeado governador do Paraguai em 1625, as terras onde se localizava o Engenho do Camorim e suas extensões de terras nas Freguesia de Jacarepaguá e de Guaratiba.
Dona Vitória faleceu no dia 30 de janeiro de 1667, deixando todas suas terras para o Mosteiro de São Bento em seu testamento[12], que foi aberto e mandado cumprir em 27 de agosto de 1667 [13]. O Mosteiro de São Bento controlou os arrendamentos das famílias de lavradores que residiam na terras das fazendas por mais de duzentos anos. Com a publicação da Lei de terras o domínio do Beneditinos se consolidou e, com a proclamação da República, o Mosteiro de São Bento decide vender suas terras para a Companhia Engenho Central de Jacarepaguá. A venda foi supervisionada e aprovada pelo Minsitério da Fazenda, como publicado na Revista de Engenharia da época [14].
A Companhia Engenho Central de Jacarepaguá[15] foi criada no segundo ano da república com o objetivo de concentrar a comercialização dos engenhos de cana de açúcar reduzindo o custo de produção[16]. Com a crise do encilhamento e suas graves consequências financeiras e sociais, a Companhia de Engenho Central de Jacarepaguá não consegue honrar com suas obrigações e acaba vendendo as fazendas adquiridas do Mosteiro de São Bento para o Banco de Crédito Móvel no dia 13 de fevereiro de 1891, fato noticiado pelos jornais da época: O Jornal do Commercio do 31 de maio de 1892[17] e A Republica de 11 de junho de 1892[18].
O Banco de Crédito Móvel manteve os arrendamentos aos lavradores daquela região, que já eram praticados pelo Mosteiro de São Bento há mais de duzentos anos. Fato comprovado na reprodução do recibo, datado de 11 de agosto de 1896, extraído dos anexos do livro entitulado O "Direito do Banco de Crédito Móvel" apresentado na Revista Cível no. 658 do Dr. Eurico Teixeira Leite, do ano de 1934, reprozida na imagem. A história do Banco é narrado também no livro "O Sertão Carioca"[19], de Magalhães Corrêa, do ano de 1936 e "Paisagens do Sertão Carioca: Floresta e Cidade" de Rogério de Olivecira e Annelise Fernandez, do ano de 2020[20].
Com a crise da monarquia e a influência da elite brasileira, no dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República do Brasil com esperança de mudar o cenário de insatisfação geral. Rui Barbosa assumiu como o primeiro Ministro da Fazenda e, com o objetivo de fomentar a economia no Brasil, implantou a Lei Bancária de 17 de janeiro de 1890, que introduziu diversas novidades na constituição monetária do país, entre elas a permissão de criação de instituições financeiras emissoras de crédito, com a finalidade de estimular a industrialização da nova república.
Foi nesse cenário político em que o Banco de Crédito Móvel foi criado e a imprensa nacional e internacional já trazia notícias da abertura do Banco de Crédito Móvel, tendo como seu presidente o Comendador Luiz Rodrigues de Oliveira, conforme publicado no jornal Cidade do Rio no dia 30 de setembro. Além de publicações no Diário do Comercio do dia 03 de outubro, no THE RIO NEWS do dia 20 de outubro todos daquele ano de 1890.
Assim, no dia 16 de outubro de 1890, ao meio dia, conforme publicação da GAZETA DE NOTÍCIAS[5] - ilustrada ao lado, que o BANCO DE CRÉDITO MÓVEL teve sua assembleia de instalação realizada, com a publicação integral de sua ata de fundação no dia seguinte.
O primeiro ano da república, batizado de governo provisório, foi o preâmbulo do que ficou conhecido como a República da Espada: período marcado por crises sociais e financeiras controladas pela força militar que assumiu o poder. No ano seguinte Rui Barbosa ajuda a confeccionar a primeira Carta Magna da República: a Constituição de 1891. Nesse mesmo ano ocorreu a primeira eleição presidencial e o Marechal Deodoro da Fonseca se tornou o primeiro presidente do Brasil. Porém, a instabilidade social e política daqueles primeiros anos culminou na renúncia do presidente e na vinda do governo de Floriano Peixoto, que ficou conhecido como o “Marechal de Ferro".
A política bancária de Rui
Barbosa provocou um surto inflacionário, alta desvalorização cambial
e uma inevitável recessão que perdurou por anos. O início desse período ficou
conhecido como o Encilhamento, com a quebradeira de todo o sistema financeiro e suas inevitáveis
consequências sociais.
Durante todo esse período o BCM atuou ativamente aplicando seus recursos, incorporando e sendo um farol no mar de incertezas vivido por toda a sociedade. Várias são as reportagens que se podem corrobor a atuação do BCM ao longo dos anos: THE RIO NEWS[7]; o jornal Gazeta de Notícias publicando aumento de capital[8] e reproduzindo a ata de 17 de agosto de 1892[9]; Jornal Cidade do Rio anunciando distribuição de dividendos em 1893 [10] e comentários sobre aquisição de terras [11]; etc.